La Romana esbanja cultura, história e beleza

No sudeste da República Dominicana, a cidade tem praias com águas translúcidas de areia branquinha e atrações para todas as exigências.

 

Por Fabíola Musarra

 

Capital da província de mesmo nome, La Romana é a sétima maior cidade do país. Distante uma hora de Santo Domingo e a menos de 100 quilômetros de Punta Cana, é um dos destinos mais cobiçados pelos turistas. Não é para menos. Banhada pelo turquesa Mar do Caribe, é famosa pelas belíssimas praias de Bayahibe e as da Ilha Saona.

La Romana é ainda bastante concorrida pela sua natureza exótica e extremamente preservada e pelas atrações culturais, históricas e esportivas que concentra – oferece mergulho, pescaria e stand up paddle, além de campos de golfe (abriga os melhores de todo o Caribe), tirolesas e passeios a cavalo…

                                   Rua em Altos de Chavón. Foto: Ministério de Turismo da República Dominicana

 

La Romana é possuidora de hipnotizantes postais. Los Altos de Chavón é um deles. Instalado no interior do chiquérrimo resort Casa de Campo, é uma réplica em pedra de um vilarejo mediterrâneo do século 16. Com projeto assinado pelo arquiteto italiano Roberto Coppa, começou a ser construído em 1979 e inaugurado, em 1981. Foi assim batizado devido ao Rio Chavón, que passeia entre as suas paisagens.

Rio Chavón e anfiteatro grego- Altos de Chavón - Divulgação (1)

Já o luxuoso condomínio foi planejado originalmente para ser a residência da elite de funcionários do engenho canavieiro de La Romana. Com o passar do tempo, tornou-se no que é hoje: tem aproximadamente duas mil vilas e casas particulares que valem de 500 mil a 24 milhões de dólares, a maioria delas é a segunda residência de gringos e dominicanos ricos.

O Casa de Campo fica a menos de quatro quilômetros do centro de La Romana. Ocupa uma área de sete mil acres (mais de 28 quilômetros quadrados), por onde se espalham as vilas e as residências particulares, a marina, os campos de golfe e de outros esportes, as piscinas, os bares, os restaurantes, as lojas, o cinema, a Praia Minitas, Altos de Chavón…

 

Entre os destaques desta graciosa réplica de feudo medieval estão a Igreja St. Stanislaus e o anfiteatro em estilo grego que possui capacidade para acomodar até cinco mil pessoas e que foi inaugurado em 1982 com um show de Frank Sinatra e Carlos Santana. O ingresso para visitar Altos de Chavón custa 25 dólares. 

Praia Minitas

O resort é banhado pela Praia Minitas. Possui ainda marinha, o campo de golfe Diente de Perro que atrai golfistas do mundo todo e o Museu Regional de Arqueologia Altos de Chavón, com seus mais de três mil artefatos pré-colombianos dos tainos, a etnia que vivia no país à época da descoberta do país por Cristóvão Colombo.

La Romana guarda ainda um dos principais pontos de ecoturismo da República Dominicana: o Parque Nacional del Este, com rica e diversificada fauna e flora. No parque, encontra-se a Ilha Saona, objeto de desejo dos turistas devido à beleza surreal de suas praias permeadas por palmeiras. Para chegar até ela, é preciso embarcar em um tour partindo de Punta Cana ou de Bayahibe.

O trajeto é feito em catamarã ou em lanchas rápidas (as agências também oferecem roteiros para a vizinha Ilha Catalina. As lanchas chegam em 20 minutos. Os hotéis da região oferecem os tours aquáticos. E, quem preferir, pode contratar o passeio por conta própria: lanchas independentes saem entre as 9h e 11h da prainha central de Bayahibe.

Ilha Saona - Foto Ministério do Turismo da República Dominicana.jpg

                                   Uma das praias da Ilha Saona. Foto: Ministério do Turismo da República Dominicana

 

Charmosa e praticamente se deserta, a Ilha Saona é circundada de praias de água translúcidas e areia fina e branquinha (consideradas como as melhores do país para o mergulho). Não tem nenhum resort, hotel, pousada, restaurante ou loja. Em compensação, além dos irretocáveis cenários naturais, abriga La Palmilla, uma piscina natural de águas cristalinas e, dependendo da época do ano, repleta de estrelas-do-mar.

Piscina natural La Palmilla

                                   La Palmilla, a piscina natural de águas cristalinas. Fica no trajeto rumo a Ilha Saona. 

 

Com clima quente o ano todo e temperatura média em torno de 26,3 graus, Bayahibe localiza-se a menos de duas horas de carro da capital Santo Domingo e a 16 quilômetros a leste de La Romana.

Bayahibe - Foto Ministério do Turismo da República Dominicana

                                    Bayahibe: um dos pontos de partida do tour a Ilha Saona. Foto: Ministério do Turismo da República Dominicana

 

Antigo vilarejo de pescadores fundado em 1874, tem costa permeada por coloridos corais e habitada por navios naufragados que podem ser explorados em passeios de mergulho e snorkel. Restaurantes, bares, hotéis, escolas de mergulho e barraquinhas de artes e artesanato se revezam pelas ruas da animada cidade caribenha. É só ir e desfrutar!

 

SERVIÇO

Casa de Campo: Carr La Romana, Higuey, La Romana 22.000, tel. + 1 866 818 4966, República Dominicana.

 

A jornalista Fabíola Musarra viajou a República Dominicana a convite do Ministério de Turismo do país.

 

Mimos típicos da República Dominicana

Está no país e quer adquirir algo bem típico para dar de presente? Pois, o que não faltam neste colorido e vibrante solo caribenho são opções de lembrancinhas.

Se está passeando pelo país caribenho, um dos primeiros itens que pode incluir em sua lista de comprar são os charutos. Eles merecem destaque. São vendidos em unidades, carteiras e em sofisticadas caixas de madeira. E o preço de uma unidade pode variar de US$ 1 a US$ 50.

O Arturo Fuente e o León Jimenes são as marcas mais caras, enquanto o Cohiba é bem popular. Mas há charutos para todos os paladares, de açucarado ao apimentado, dos suaves aos fortes.

arturo-fuente

Foto: Divulgação

 

Por todo país pipocam fábricas de tabaco, como o charuto é conhecido por lá. Das de grande porte às caseiras, elas são uma atração à parte e merecem uma visita para ver como o produto é feito. Se estiver em Santo Domingo, a dica é a Fábrica de Tabaco – as agências de viagens locais comercializam tours que a incluem.

O Museu do Tabaco é outra alternativa bem legal. Situado em Santiago de los Caballeros, no noroeste do país, está distante cerca de 250 km da capital dominicana. Em seu interior, é possível conhecer antigas ferramentas usadas na confecção do charuto, incluindo os métodos artesanais empregados na época dos tainos, índios que viviam no país antes da chegada de Cristóvão Colombo.

Nem só de charuto vive o país. Essa república presidencialista também possui o âmbar dominicano e o larimar, duas pedras semipreciosas. Abundante na costa norte do país, o primeiro oferecido pela primeira vez a Colombo na ocasião de sua chegada em 1492. É uma resina fóssil, dura, amarelo-pálida, que guarda fósseis de plantas e insetos em seu interior. Dizem que propicia saúde e protege contra as vibrações negativas.

Já o larimar é encontrado apenas no sudoeste da República Dominicana e em nenhum outro lugar do mundo. Em 2011, foi declarado pelo Congresso Nacional do país como pedra nacional do país. A gema é tão icônica tem até tem uma data dedicada a ela: o dia 22 de novembro. A pedra é azul como mar, em seus variados tons, sobretudo o turquesa. Às vezes, apresenta rajadas de verde-jade e branco.

Sua qualidade e preço, por sinal, dependem da coloração. Branco é de baixa qualidade, azul vulcânica significa uma gema de alta qualidade. As cores verdes também são conhecidas, mas não são tão valiosas, ao menos que o verde seja intenso, quase no tom da esmeralda. Os dominicanos asseguram que o larimar atrai sorte no amor. Embora sua cor lembre a do mar, trata-se de uma gema nascida das entranhas da terra, na Serra de Bahoruco, na região sudoeste do país.

Os registros do Ministério de Mineração da República Dominicana mostram que o padre Miguel Domingo Fuertes Loren, da paróquia de Barahon, solicitou permissão em 22 de novembro de 1916 para explorar e explorar a mina de uma certa rocha azul que ele havia descoberto. Os pectólitos ainda não eram conhecidos na República Dominicana e o pedido foi rejeitado.

Em 1974, Miguel Méndez e o voluntário do Peace Corps, Norman Rilling, redescobriram o larimar em uma praia no sopé da Cordilheira Bahoruco, província costeira de Barahona. Os nativos acreditavam que a pedra vinha do mar e a chamavam de Pedra Azul. Méndez, porém, rebatizou a gema de larimar, resultado da junção do nome de sua filha Larissa e a palavra mar. O novo nome foi dado para sugerir as cores do Mar do Caribe onde a pedra foi encontrada.

Foto: Divulgação

 

Tanto o âmbar como o larimar surgem nas mais variadas versões: em brincos, pingentes, chaveiros, anéis e objetos de decoração. Em ouro, prata ou outro metal. Podem ser comprados nas inúmeras lojas de artesanato do país, inclusive nas dos hotéis e resorts. Esses empreendimentos vendem desde pinturas em óleo de artistas locais e máscaras indígenas até a mamajuana.

Feita de rum (a bebida nacional do país), raízes, vinho tinto, canela e mel – há variações na fórmula –, a bebida de cor avermelhada nada mais é do que uma garrafada. Alguns dominicanos dizem que é afrodisíaca. Outros, afirmam ser medicinal. Características à parte, a mamajuana pode ser ingerida pura, com vinho ou rum. Servida em temperatura ambiente, faz qualquer mortal transpirar muito.

Já o artesanato dominicano inclui bolsas, cintos, chapéus, colares, tudo sempre muito colorido. Entre as dezenas de produtos, as bonecas. Elas são de diferentes tamanhos, trajes, tipos, mas não têm feições. O motivo? Os dominicanos dizem que o país deles é multicultural, onde vivem e convivem pessoas de diferentes países. Daí a razão de suas bonecas não terem traços fisionômicos, pois a ausência deles expressa todos os povos que ali moram.

 

SERVIÇO

Museu do Tabaco: Calle Isabel La Católica 151, Santo Domingo, 10.210, República Dominicana.

Peso Dominicano           Real                      

1 DOP                                R$   0,08

10 DOP                              R$   0,78

50 DOP                             R$   3,91

100 DOP                           R$   7,82

1.000 DOP                          R$ 78,22

 

A jornalista Fabíola Musarra viajou a República Dominicana a convite do Ministério de Turismo do país.

Fotos: Ministério de Turismo da República Dominicana

Outono na italianísssima Emília Romanha

Conhecer a região situada ao Norte de Roma, é viver um turbilhão de emoções. Neste pedacinho de terra fértil da Itália, passado e presente se misturam e convivem ao lado de bucólicas paisagens, cores e sabores somente ali encontrados.

 

A Emília Romanha é simplesmente cinematográfica no outono. Nesta estação do ano, o solo de suas cidades e vilarejos se tinge de múltiplos tons de dourado, castanho, laranja  e verde – folhas que caem de centenárias  árvores nativas. E, mesmo com os dias sendo bem mais curtos e frios, as paisagens que se revezam diante do olhar são de uma beleza surreal.

Fidenza - Parma

 

A noite chega por volta das 17 horas. Luzes amareladas abraçam monumentos históricos erguidos pelo Império Romano antes mesmo do nascimento de Jesus Cristo. Nas ruas, pessoas misturam-se às antigas construções e procuram o aconchego da calefação de pubs, restaurantes e casas noturnas. Sim, embora sejam milenares, os jovens colorem as cidades, imprimindo-lhes um ritmo vibrante.

 

O animado centro de Bolonha. Foto: Artur Porto

 

A Emília Romanha é repleta  de povoados, vilas e províncias que se alinham basicamente da bela Rimini banhada pelo Mar Adriático até Piacenza. Rimini foi crida em 268 a.C. Na época, a cidade se chamava Ariminum. A região esbanja história. Terra fértil, é conhecida pela excelente gastronomia, indústrias agrícolas e produtores rurais. O autêntico queijo parmesão, o presunto de Parma, os vinhos Lambrusco e o vinagre balsâmico são algumas de suas marcas.

 

O Canal do Porto de Rimini, a bela cidade banhada pelo Mar Adriático. Foto:  Malatestiano

  

Concentra ainda importantes montadoras de automóveis e autódromos – os italianos são apaixonados por carros e motos. Modena, por exemplo, é a casa de um autódromo de mesmo nome e dos museus da Ferrari e da Lamborguini, só para citar alguns. Conhecido pelos amantes de Fórmula 1 do mundo todo, os autódromos de Maranello e de Imola, a poucos quilômetros de Modena, dispensam palavras.

 

Palco do acidente fatal ocorrido com Ayrton Senna em 1º de  maio de 1994, este último abriga uma estátua do corredor, onde fãs diariamente levam flores, bandeiras e rendem tributo ao campeão mundial de F1 nos anos de 1988, 1990 e 1991. Em 2019, quando completará 25 anos da morte do piloto brasileiro, Imola sediará uma grandiosa exposição fotógráfica em homenagem a ele. Os preparativos já estão sendo feitos.

 

Bolonha, a efervescente capital da Emília Romanha. Foto: Pixabay

 

Città rossa – A Emília Romanha tem na pulsante Bolonha a sua capital. Emblemática e cosmopolita, a cidade se traduz em arte, história e aromas. Transborda cultura e beleza. Percorrer as calçadas de seu centro histórico é entrar num caledoscópio de cores e sabores, viajando pelos tesouros herdados pelos séculos que se passaram desde a sua fundação, estimada no século 3 a.C, quando ainda era uma das colônias romanas onde viviam os etruscos.

 

O Palazzo dei Notaí  (à esq.) e o Palazzo d’Accursio, na Piazza Maggiore. Chamada de modo afetuoso de “La Piazza”, é o coração e o marco a partir do qual Bolonha se expandiu.

 

Imponentes arcos sob ruas estreitas e graciosas vielas são parte inalienável da paisagem urbana de Bolonha, também conhecida como Città Rossa (cidade vermelha). O nome não é à toa. Foi dado em função dos diferentes tons de coral exibidos no visual da maioria das casas, dos prédios, dos palácios e monumentos históricos da cidade – nela, dificilmente a gente encontra uma construção de cor diferente.

Não pense, contudo, que as tonalidades alaranjadas colorem a cidade de monotonia. Ao contrário. Basta subir à Torre Asinelli. Lá, de cima, admirar os incontáveis tons de tijolo alinhados na planície e cercadas por colinas, tendo no topo de uma delas o complexo San Stefano. Com origem nos séculos IV e V, dizem que foi construído sobre um antigo templo pagão dedicado à deusa Isís. A panorâmica é cênica.

 

Em alguns lugares de Bolonha, como na elegantíssima Galeria Cavour, onde funciona a moderna loja de design de móveis Roche Bobois, é possível admirar a Via Emilia (é preciso pedir). A experiência é única. A via começou a ser construída na época do Império Romano e foi finalizada pelo cônsul Marco Emilio Lepido em 187 a.C. Tinha como objetivo consolidar a hegemonia do imperador sobre as tribos conquistadas e garantir a segurança das colônias fundadas pelos romanos ao longo de sua extensão.

 

A Via Emília cruza a região central da cidade. Conhecida neste trecho como Via Rizzoli, essa moderna avenida foi construída  sobre a antiga  estrada romana que atravessava a colônia de Bolonia.

 

Sobreviveu às intempéries e aos caprichos humanos. Testemunhou romances. Também presenciou os horrores de diferentes guerras, incluindo a destruição causada pela Segunda Guerra Mundial, quando as cidades italianas foram duramente bombardeadas. Ao longo dos séculos foi sendo modificada e ampliada. Hoje, com mais de 2.200 anos de existência, é a moderna estrada estatal 9, chamada oficialmente de Via Emilia.

 

A autopista segue o traçado da antiga estrada romana na maior parte do caminho e atravessa Bolonha e diversas cidades situadas nesta lindíssima região italiana, onde trechos e pontes originais da milenar avenida consular estão preservados e ainda podem ser vistos. Pela Via Emilia passavam imperadores, nobres, cavaleiros, soldados do exército romano e também os simples mortais. Percorriam a extensa estrada com os seus cavalos.

 

Arcos e torres – Esse traço da história da humanidade é visível na Via dell’Indipendenza, a principal do centro de Bolonha, e em suas imediações. Lugar mágico repleto de ruas estreitas com elevados arcos. Pórticos abaixo dos quais hoje funcionam lojas, butiques de grife, joalherias, galerias de arte, hotéis, bares e osterias… Acredita-se que os arcos tenham sido edificados com 2,70 de altura para facilitar a passagem de cavaleiros montados em seus cavalos.  

 

Arcos no centro histórico de Bolonha.

 

Os 38 quilômetros de pórticos são uma atração do centro de Bolonha, mas não a única. Majestosa, a área é uma passarela a ser percorrida por quem pretende desvendar capítulos de um precioso livro chamado Império Romano e Idades Média e Moderna, saboreando-os até os dias atuais. Em suas ruas estão guardados resquícios das portas construídas quando a cidade era um burgo (a de Ravegnana é uma delas) e das muralhas que a cercavam nos tempos medievais.

 

Ali também ficam as torres Asinelli e Garisenda, dois emblemáticos ícones erguidos na Idade Média, quando a cidade chegou a ter mais de cem torres (hoje restam 20). Com 97,2 m de altura, o equivalente a um edifício de 33 andares, a primeira pode ser visitada – o bilhete de ingresso é pago. São 498 degraus de subida por uma escada de madeira íngreme erguida nos primeiros anos do século XII. Mais outros 498 degraus de descida. Mas, vale a pena: Bolonha vista lá do alto é ainda mais bonita.

 

torres Asinelli e Garisenda - Wikimedia

 

Já a Garisenda (1351/1360) não é aberta à visitação. Tem 48,16 metros e foi erguida a pedido da família que a ela empresta o sobrenome. Era para ter 60 metros de altura. Porém, o solo cedeu e os “construtores” da Idade Medieval, temendo uma catástrofe, decidiram mantê-la com o tamanho atual. Como a famosa Torre de Pizza, as duas torres bolonhesas também estão pendendo com o passar dos anos. E essas inclinações são visíveis.

 

A  escada medieval que conduz ao “mirante” da Torre de Asinelli. Foto: Needpix

 

La Piazza – Impossível falar da área central sem mencionar a Piazza Maggiore, onde durante o dia a vida flui intensamente nas lojas, nas bibliotecas, nos escritórios, nos museus e onde, à noite, os bolonheses lotam os barzinhos, cinemas e teatros… A praça é ainda o palco de apresentações de músicos independentes e de manifestações. Coração e o marco a partir do qual Bolonha se expandiu, é chamada de modo afetuoso pelos seus moradores de “La Piazza”.

 

Começou a se desenvolver até chegar ao layout atual a partir de 1200, quando era um pasto. Séculos depois, foi essa mesma praça que acolheu o povo que nela se reunia, embaixo à sacada do Palazzo Comunale (atual sede da prefeitura de Bolonha), para ouvir à proclamação das leis. Também eram nela que aconteciam os torneios de cavaleiros, as festas públicas e os espetáculos medievais.

 

Basílica de San Petronio no centro da cidade. Foto: Vanni Lazzari/Wimedia

Basílica de San Petronio no centro da cidade. Foto: Vanni Lazzari/Wimedia

 

Hoje, é delimitada por alguns dos mais significativos postais de Bolonha: a Basílica de San Petronio e os palácios Comunale (também conhecido como D’Accursio), do Podestà (com arquitetura do Renascimento) e de Re Enzo. San Petronio é o padroeiro da cidade. A catedral que tem seu nome foi construída no período de 1390 a 1663. De estilo gótico, guarda em seu interior um dos maiores relógios solares do planeta

Partindo-se da praça se pode atingir a qualquer ponto de Bolonha, basta pegar qualquer uma de suas ruas radiais. Seguindo-se em direção ao seu lado sudoeste, por exemplo, chega-se aos palácios Notai e Banchi. Caminhando no sentido oposto, em direção de seu lado noroeste, alcança-se e a Piazza Nettuno, onde está a Fonte de Netuno, encomendada para celebrar a nomeação do papa Pio IV.

 

Fonte de Netuno, na Piazza Nettuno, em Bolonha. Foto: Pixabay

 

A escultura em bronze que retrata o deus romano tentando acalmar as águas do mar, assim como as dos querubins, as dos golfinhos e as das sereias, foi criada pelo artista flamengo Giambologna no século XVI. Já a base arquitetônica e o funcionamento hidráulico da fonte foram projetados pelo pintor e arquiteto italiano Tommaso Laureti. A Piazza Nettuno guarda ainda outra preciosa relíquia do passado.

 

Salaborsa é a principal biblioteca pública de Bolonha. Fica ao norte do Palazzo d’Accursio e ao lado da Piazza del Nettuno, que, por sua vez, está ao norte da Piazza Maggiore. Foto Wikimedia

 

Em seu subterrâneo, está a Biblioteca Salaborsa, com escavações e vestígios de antigas civilizações – oferece visitas guiadas. A poucos passos da praça está o Museu Cívico Arqueológico, com acervo de 200 mil peças, incluindo tumbas e uma coleção egípcia, que é considerada como uma das mais ricas da Europa. O espaço tem ainda sessões dedicadas às antiguidades dos etruscos/romanos, dos gregos e de outros antigos povos.

 

Palazzo d’Accursio (Palazzo Comunale), onde há alguns séculos a população se concentrava para ouvir a proclamação de leis.. Foto: Lorenzoclick

 

Ainda no centro, seguindo pela Via dell’Archiginnasio, chega-se ao Palazzo dell’Archiginnasio, a sede da primeira universidade da Europa Ocidental, a de Bolonha – grande parte da energia contagiante que a gente sente ao caminhar pelas ruas se deve ao fato de Bolonha ser uma cidade universitária. Criada em 1088, ela não só é a mais antiga universidade ocidental, como também ainda agora continua em funcionamento, sendo sinônimo de ensino de excelência.

Caminhando um pouquinho mais, encontra-se o Complexo de San Stefano ou a Santa Jerusalém de Bolonha. Situado na Via San Stefano, o conjunto chegou a ter sete igrejas de diferentes épocas. Após restauros em 1880 e nas primeiras décadas do século XX, hoje, abriga quatro delas: as igrejas do Crucifixo (século VIII) e do Santo Sepulcro (possivelmente construída no século V e restaurada no século XII).

Em seu interior, ficavam os restos mortais de San Petronio – foram removidos e atualmente estão na igreja de mesmo nome, na Piazza Maggiore.  As outras duas igrejas são a dos Santos Vital e Agrícola (do século V e reconstruída no século VIII e XI) e a Trindade ou do Martyrium (Martírio), de origem incerta e que abriga o presépio mais antigo do mundo, com estátuas de dimensão humana.

 

Tortellone

Tortellone, massa típica  servida nos restaurantes de Bolonha. Foto: iStock

 

Cores e sabores – Impossível conhecer todos os monumentos históricos de Bolonha em poucos dias. Entre uma visita e outra, reserve um tempo para experimentar os sabores. A cidade é famosa pela gastronomia – é a inventora do molho bolonhesa. Charmosos restaurantes e tratorias servem as delícias da terra. Entre elas, a lasanha bolonhesa, tortellines e tortellones (de maior formato), massas quase sempre preparadas artesanalmente.

 

Lambrusco.jpg

 

Ragù alla bolognese, costela de vitela, cogumelos fresquinhos e gelato são outros sabores da Emília Romanha. Na entrada, pastéis sem recheio ou piadina, um pão frito que também é a base do mais popular e típico sanduíche da região (também é vendido nas ruas). Eles são servidos ao lado do queijo parmesão, do presunto de Parma, da mortadela, de azeitonas… Pratos quase sempre acompanhados pelos divinos vinhos italianos. Salute!

 

A jornalista viajou a Emília Romanha a  convite da  Enit – Agência Nacional Italiana de Turismo.

 

Istambul, dois continentes em uma única viagem

Fundada em 658 a.C., a maior cidade da Turquia encanta pela beleza de seus palácios e edificações antigas. 

O Palácio de Topkapı, construído no local da acrópole da Bizâncio grega, foi a residência dos sultões otomanos e centro do poder imperial durante quatro séculos. Foto: Georges Jansoone JoJan

Está pensando em viajar e ainda não sabe para onde ir? Que tal conhecer Istambul, a maior cidade da Turquia. Ocupando as margens do Estreito de Bósforo e do norte do Mar de Mármara, que separam a Ásia da Europa no sentido norte-sul, Istambul é a única  cidade do mundo que fica em dois continentes: Ásia e Europa. Fundada em 658 AC e com milhares de anos de história, foi a capital do Império Romano e Otomano e encanta pela beleza de seus palácios e edificações antigas.

Em Istambul, vale a pena conhecer o Palácio Topkaki e as intrigantes dependências de seu harém. Este palácio, que foi o centro da autoridade política dos sultões otomanos por 400 anos, hoje é um museu, cujo acervo é integrado por relíquias sagradas datadas da época do profeta Maomé.

Outras curiosas atrações da cidade são a Igreja de Saint Savior, em Chora, no bairro de Edirnekapi, e o “haman”, o célebre banho turco. Há várias termas desse tipo em Istambul. O mais histórico é o Haman Cemberlitas, no bairro de Cemberlitas, coração da Velha Istambul, muito próximo ao Kapali Carci, o antigo bazar da capital.

O Kapali Carci, também conhecido como Grande Bazar, é um dos maiores e mais antigos mercado coberto do mundo. Situado no bairro histórico de Eminönü, repleto de ruelas estreitas com pitorescas construções coloridas e múltiplos odores e sabores, é o endereço certo para quem quer comprar especiarias e suvenires.

E se o negócio é bater um papo descontraído enquanto degusta uns petiscos, nada melhor que curtir uma “meyhane”, como as tavernas turcas são chamadas. Há várias delas na animada Nevizade Sokak, na Rua de Beyoglu.

Mesquita Azul Foto DersaadetA Mesquita Azul ou Mesquita do Sultão Amade (em turco Sultanahmet Camii) é uma mesquita otomana. Foi construída entre 1609 e 1616. Foto: Dersaadet

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Alentejo lança Rota dos Vinhos

Eleita em 2015 pela Unesco e pela Organização Mundial de Turismo como o céu mais bonito do planeta, a maior região de Portugal abriga bucólicas paisagens, gastronomia de primeira e vinhos que estão entre os melhores do mundo. Então, que tal ir saboreá-los em uma das herdades alentejanas, percorrendo o recém-lançado roteiro que privilegia a bebida favorita de Baco?

Por Fabíola Musarra

Esqueça a agitação frenética de Lisboa e de outras capitais do mundo. Fuja da correria e vá viver um conto de fadas no Alentejo. Conhecer a região é como viajar ao passado e se deparar com uma Europa rural, calma e aconchegante. É aqui, à margem sul do Rio Tejo – que corre vindo da Espanha até Lisboa, e se estende até ao extremo sul do país onde faz fronteira com o Algarve – que se esconde um Portugal idílico, onde o tempo segue seu próprio ritmo. Trata-se de uma zona agrícola portuguesa, que é responsável pela produção de deliciosos pratos e de excelentes vinhos.

O Alentejo é a maior província de Portugal. É tão grande que o governo luso a dividiu em duas: ao Norte, Alto Alentejo, capital Évora. E, ao Sul, Baixo Alentejo, capital Beja. Apesar de ocupar mais de um terço do território do país, o Alentejo, paradoxalmente, concentra apenas um décimo de sua população. Dá para entender porque o silêncio, um luxo nas grandes cidades, é tão marcante naquelas terras.

A maior região de Portugal é também a maior produtora mundial de cortiça. Abraça ainda imensos campos de trigo. Alie-se a isso os cerca de 22 mil hectares de vinhedos e oliveiras, as encantadoras paisagens, as planícies verdinhas, as praias de areias douradas e os exuberantes lagos e rios. Patrimônio histórico, cultural e arquitetônico da humanidade, o Alentejo também é o lar de pitorescos vilarejos, de construções típicas do período romano e de igrejas e castelos medievais. Com sol quase o ano todo, é o endereço perfeito para quem quer fugir do burburinho e do ritmo agitado e das metrópoles.

É também no Alentejo que se produz quase metade do vinho certificado de Portugal, o que faz com que muitos classifiquem a região como uma “nova Toscana” – em uma versão bem mais acessível do que a original italiana. A classificação se justifica pelo clima marcado por verões quentes com noites frias e o solo, formado por cal, argila, areia e magnésio. Essas condições proporcionam a produção de uvas especiais, que dão o sabor, a maciez e a cor viva que distinguem os vinhos alentejanos.

Merecem destaque as castas tradicionais portuguesas Trincadeira e Aragonez. Quanto à degustação, saiba que não é preciso ser um especialista em vinhos para desvendar os segredos do Alentejo. A região, que desde 2014 já recebeu cerca de sete prêmios avaliando-a como a melhor no mundo para o enoturismo, incluindo de jornais como o New York Times e o USA Today, abre as portas para todos os turistas. Do simples apreciador ao connoisseur, há opções de passeios completos, que funcionam como visitas guiadas em um museu.

De carro, a pé ou bicicleta, é possível conhecer as vinícolas e o processo de fabricação da bebida desde a origem. Assim como a língua, os sabores também nos aproximam os brasileiros de seus ancestrais portugueses. Cheia de personalidade, a comida do Alentejo é substanciosa, casando perfeitamente com os encorpados vinhos da região.

Resquícios romanos

Antes de ir provar as cores e os sabores alentejanos, é bom saber que a melhor opção para conhecer o máximo da região é alugar um carro – existe transporte público, mas a conexão entre os horários não coincide e a espera é longa e cansativa. Outra alternativa é embarcar em um tour. As agências de turismo portuguesas oferecem excursões para as principais cidades do Alentejo. Entre elas, as duas capitais da província.


O templo romano dedicado à deusa Diana em Évora. Sobreviveu ao terremoto de 1755.

Beja, por exemplo, foi fundada pelo imperador romano Júlio César. Évora, por sua vez, é conhecida como a Cidade Museu. Ostenta um belíssimo conjunto arquitetônico, incluindo o Templo de Diana, datada possivelmente do primeiro ou do segundo século depois de Cristo. A construção resistiu ao avassalador terremoto que em 1755 deixou Lisboa e grande parte do país luso totalmente destruídas.


O Castelo de Tomar fazia parte do sistema defensivo criado pelos cavaleiros templários para proteger o reino cristão contra os mouros. Foto: Portugal de Norte ao Sul

Se tiver tempo inclua em seu itinerário a mágica Tomar, onde deve visitar o Convento da Ordem de Cristo, de 1320, e o Castelo Templário, onde um antigo mosteiro passou a ser uma espécie de quartel-general dos cavaleiros templários que lutaram contra os mouros na Idade Média. Foram eles que em 1160 ergueram o castelo murado, cujas ruínas ainda agora podem ser vistas. O monumental conjunto arquitetônico é patrimônio da humanidade da Unesco.

Assim como também é o centro histórico de Évora. Com origens na época romana, a cidade conheceu seu apogeu no século XV, quando foi residência dos reis de Portugal. Como charme a mais, guarda casas caiadas de branco, decorações interiores em azulejo, balcões de ferro forjado e arcos de inspiração moura, o que torna a cidade num conjunto urbano representativo de um período histórico (séculos XVI a XVIII), exibindo construções de diferentes estilos, do mudéjaz ao manuelino, do romântico ao rococó.

Com um castelo milenar, Marvão é um aldeia amuralhada alentejana. Fica no topo da Serra do Sapoio,  a poucos quilômetros da fronteira espanhola.

Marvão e Elvas são outras cidades do Alentejo que merecem ser conhecidas. Situada em uma colina a mais de 850 metros de altitude e a oeste da espanhola Badajoz, a primeira é um antigo feudo medieval totalmente murado, onde vivem 500 habitantes. Situada na região da Serra de São Mamede, no Distrito de Portalegre, é considerada uma das cinco vilas históricas mais bonitas de Portugal.

O Forte da Graça em Elvas, em formato de estrela. Foto: Visit Portugal

Já Elvas, a “Cidade das Ameixas”, é a maior fortificação abaluartada do mundo, com cerca de 10 km de perímetro e uma área de 300 hectares. Suas estruturas defensivas em forma de estrela são um testemunho da evolução da estratégia militar até ao século XIX. Também foram muito importantes nas lutas com a Espanha pela Independência de Portugal, em meados do séc. XVII.


O Castelo de Elvas. Foto: Associação de Turismo Militar Português

Com estreitas ruas de pedra, Elvas foi dominada pelos mouros até 1226, sendo posteriormente invadida diversas vezes pelos espanhóis. Somente em 1801, com o Tratado de Paz assinado por Portugal e Espanha, é que Elvas passou a ser uma cidade portuguesa. Entre as atrações de Elvas estão o castelo, dois fortes, três fortins e as muralhas. Destaque também para o majestoso Aqueduto da Amoreira, com os seus 8 km e 843 arcos. Construído entre 1498 e 1622, é em seu interior que corre a água que abastece a cidade.

Construído por Francisco de Arruda, o mesmo arquiteto que projetou a Torre de Belém, o a Aqueduto da Amoreira é um dos postais de Elvas. Foto: Visit Portugal

As herdades

Para quem busca viver a experiência na terrinha de forma completa, a melhor opção é se hospedar e provar os sabores produzidos pelas herdades, nome dado às grandes áreas rurais, como quintas e fazendas, a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), organismo que controla a qualidade e protege os vinhos da região, apresenta a Rota dos Vinhos do Alentejo com algumas opções de enoturismo, gastronomia, lazer e entretenimento.

Cada propriedade pode contar com vinhas, nas quais estão as parreiras e também as oliveiras (o azeito português é um dos melhores do mundo), além de vinícolas, onde são produzidos os vinhos. Muitas delas ainda possuem charmosos hotéis, restaurantes, SPAs e áreas dedicadas apenas à degustação e visitas guiadas, além de lojas onde é possível comprar os vinhos e produtos típicos da região.

No Alentejo são cinco herdades com hospedagem (Malhadinha Nova, Sobroso, Casa de Santa Vitória, Monte do Vau, São Lourenço do Barrocal e Grous), além de outras quatro com restaurante (Servas, Ribafreixo Wines, Quinta do Quetzal e Esporão). Conheça melhor cada uma delas:

Herdade da Malhadinha Nova – Localizada a um quilômetro da Auto-Estrada IP2, o pequenino hotel cinco estrelas com piscina panorâmica possui apenas dez quartos. Oferece SPA, banheira de hidromassagem e banho turco. Além da degustação e visita à adega, disponibiliza passeios a cavalo, canoagem e de balão.


A criação de porcos pretos da Herdade Malhadinha Nova.

Os hóspedes podem desfrutar dos tradicionais pratos da região, como bacalhau com azeite orgânico, lombinho de porco preto e galinha do campo. As refeições são servidas no restaurante do hotel, com vista para o campo, ou ao ar livre, junto às videiras. O bar serve vinho de produção própria. Mais detalhes: www.malhadinhanova.pt/pt

Herdade do Sobroso – Localizada no município da Vidigueira, a 9 km do Lago do Alqueva, a propriedade, que tem 1.600 hectares, produz o próprio vinho, tinto em sua maioria. Entre as vinhas dominantes estão Aragonez, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon, Syrah, Alfrocheiro e Trincadeira.

Já os vinhos brancos provêm essencialmente das castas Antão Vaz, Arinto e Perrum. Na propriedade são oferecidas diferentes modalidades de visitas guiadas e degustações, além de cursos de iniciação. A herdade também oferece aos hóspedes passeios pelas redondezas da propriedade, para que conheçam as paisagens do Alentejo.

É possível ainda explorar a região livremente, de bicicleta, ou fazer um passeio de balão sobre o Lago do Alqueva. Além dos vinhos que produz, a loja da propriedade comercializa compotas, Mel Rosmaninho, azeite extra virgem, infusões e Tisanas, entre outros produtos regionais. Abre diariamente das 9h ás 19h. Informações: www.herdadedosobroso.pt

Casa de Santa Vitória – Focada na produção e comercialização de vinhos alentejanos, foi projetada para receber o visitante com conforto. O local tem sala de exposições, logo acima da adega, e uma sala de provas com posição privilegiada, onde se pode admirar o pôr do sol na planície do Alentejo.

A propriedade conta ainda com o Vila Galé Clube de Campo, hotel da rede com arquitetura e decoração inspiradas na paisagem alentejana. O empreendimento oferece opções para o lazer de casais e famílias com filhos, incluindo piscinas, quadra de tênis e atividades como passeio de jipe, canoa e até mesmo de balão. Detalhes em www.santavitoria.pt

Herdade Monte do Vau – Localizada próxima ao Rio Guadiana e a apenas 30 minutos da fronteira com a Espanha, a propriedade está no centro de um triângulo formado por três cidades históricas portuguesas: Beja, Serpa e Mértola. Ao hospedar-se aqui, o visitante tem a oportunidade de desfrutar do conceito “biochic”, que alia o conforto à sustentabilidade, proporcionando uma simplicidade elegante.

O hóspede tem ainda a possibilidade de fazer um piquenique à beira do lago ou de relaxar junto à lareira da sala de estar, ideal para ler um livro ou conversar. A herdade também produz vinhos e organiza sessões de degustação em uma sala com vista para os vinhedos e o lago. Informações: www.herdadedovau.com/pt/index.html

Herdade dos Grous – É uma propriedade rural isolada, com mais de 687 hectares, com vinhas próprias e florestas de cortiça. Conta também com um moderno bar de vinhos para degustação, além de oferecer ao visitante a chance de conhecer as plantações de oliveiras.

Nos dias de calor, os hóspedes podem passear pelos jardins, onde tem um lago artificial, ou aproveitar a piscina. São oferecidos passeios a cavalo, quadras de tênis, sauna e sessão de massagem relaxante. Mais detalhes: www.herdade-dos-grous.com

Herdade São Lourenço do Barrocal – Localizada aos pés de Monsaraz e próxima ao Lago Alqueva, a propriedade de 780 hectares pertence a uma mesma família há mais de 200 anos. A herdade abriga vinhas centenárias, que dão origem a vinhos de primeira categoria sob marca exclusiva.

No local onde fica a vinícola ainda hoje podem ser vistos os antigos espaços destinados aos artesanatos que sustentavam o cotidiano da comunidade: padaria, laticínios, defumação e salga de carne, ferreiro, carpinteiros e uma sala de aula para a educação das crianças.

As antigas construções comerciais da propriedade estão bem preservadas.

São Lourenço do Barrocal conta com hotel de luxo despretensioso, que dispõe de quartos e casas para a estadia. Cercado por flores silvestres, pomar e horta, o hotel oferece passeios a cavalo e de bicicleta, além de piqueniques e degustação de vinhos. Também dispõe de um SPA, com tratamentos que utilizam apenas produtos naturais. Na mesma linha, o restaurante do empreendimento resgata o conceito farm to table, sempre com alimentos frescos produzidos nas melhores quintas locais. Mais detalhes: barrocal.pt/pt

Herdade das Servas – Pertence a uma das mais antigas famílias produtoras de vinho no Alentejo. Os irmãos Serrano Mira partilham a experiência e a tradição na criação de vinhos típicos da região.

Na propriedade, diariamente são feitas visitações da adega, cave, vinhas e jardins, das 10h às 12h30, e das 14h às 17h30. Já a loja onde podem ser adquiridos os vinhos ali produzidos funciona das 10h às 13h e das 14h às 19h. Mais detalhes: www.herdadedasservas.com/pt/restaurante


O Ribafreixo Wines foi eleito o melhor projeto de enoturismo do Alentejo.

Ribafreixo Wines – Eleito o melhor projeto de enoturismo do Alentejo, o Ribafreixo dispõe de loja de vinhos, área de lazer com vista para as vinhas, sala de provas e restaurante. O atendimento bilíngue e personalizado atrai turistas do mundo todo. Mais detalhes: ribafreixo.com/home

Quinta do Quetzal – Fica na encosta da Vidigueira, perto da mais antiga adega romana de que há registro na Península Ibérica. Devido ao clima da região e das características do solo, rico em xisto, produz uvas diferenciadas, sempre em quantidades limitadas.

Apesar de moderna, a adega preserva antigas tradições e técnicas de produção romanas e alentejanas. É possível agendar uma visita guiada à Quinta e às adegas, com degustação de vinhos. A propriedade abriga ainda galeria de arte, loja e restaurante próprios, onde também são servidos imperdíveis petiscos alentejanos. Informações em quintadoquetzal.com/pt-pt/estate


Vista aérea das vinheiras e da torre na Herdade do Esporão

Herdade do Esporão – Recebe visitantes diariamente, prontos a caminhar pelas vinhas e hortas da propriedade, onde são desenvolvidas técnicas de plantação sustentáveis. Durante o passeio, o guia conta um pouco da história da região e desvenda os segredos da produção de vinhos. Ao final da visita, é possível conhecer a adega e colocar o paladar à prova com três diferentes vinhos e azeites. O passeio também pode ser feito de bicicleta, mediante reserva. Detalhes: www.esporao.com/pt-pt/sobre/herdade-do-esporao

Além dessas, a região possui outras 60 vinícolas abertas à visitação. Caso das Cabeças do ReguengoHerdade da RochaTorre de Palma Wine HotelMonte da Comenda GrandeHerdade da Calada e Herdade da Mingorra, só para citar algumas. Para saber mais, acesse o site das rotas dos vinhos: www.vinhosdoalentejo.pt.

Sobre o Alentejo – É a maior região portuguesa, ocupando quase um terço do país, com aproximadamente 22 mil km². Fica no centro-sul do Portugal, a menos de 100 quilômetros da capital, Lisboa. Engloba, integralmente, os distritos de Portalegre, Évora e Beja, compreendendo, ainda, a metade sul de Setúbal e parte do distrito de Santarém.

Sobre a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) – Foi criada em 1989 e é um organismo de direito privado e utilidade pública que certifica, controla e protege os vinhos DOC Alentejo e os vinhos Regional Alentejano. É também responsável pela promoção dos Vinhos do Alentejo, no mercado português e em mercados-alvo internacionais. Sua atividade é financiada pela venda dos selos de garantia que integram os contrarrótulos dos Vinhos do Alentejo.