Monte Verde, de A a Z

Em tempos em que a pandemia ainda não está sob controle, mas que a gente não aguenta mais ser prisioneiro dentro de casa, fazer viagens curtas a lugares que estejam seguindo as normas sanitárias, pode ser uma solução. Muitas cidades brasileiras vêm seguindo rigorosamente as recomendações da Organização Mundial de Saúde e já podem ser visitadas. No sudoeste de Minas Gerais, a pequenina Monte Verde é uma delas.

A avenida principal da cidadezinha é toda enfeitada por floreiras. Foto: Airbn

Abraçada pela singular vegetação da Serra da Mantiqueira, a vilinha faz parte do município de Camanducaia e está aconchegada a 1.555 m de altitude. Já pela altura que ocupa em relação ao nível do mar, é possível perceber que os termômetros do distrito registram temperaturas baixas, muitas vezes abaixo de 0º C. O frio e os ventos gelados, porém, apenas conferem elegância e glamour às noites da cidade.

Céus estrelados, montanhas e picos a perder de vista e o ar puro da serra completam a paisagem mágica dessa vila. Durante o dia, o sol torna mais amena as temperaturas. É quando Monte Verde fica ainda mais vibrante. Casais apaixonados, famílias e hispters circulam pela avenida principal, tingindo-a com tons multicoloridos. A cidade tem muito a oferecer. Abaixo, um pequeno dicionário para você melhor conhecê-la.

Um lago banha a avenida principal de Monte Verde. Fica ao lado do termômetro. Foto: Mirian Ribeiro

A – Avenida Monte Verde: É a principal e concentra quase todos os restaurantes, as lojas e os serviços do distrito. Decorada com floreiras e com casas em estilo europeu, é puro encanto. Ali também estão a Galeria Suíça, o Shopping Center Celeiro (abriga um cantinho onde dá para ver esquilos), a Vila Europa e a Vila Germânica. No interior de cada uma das galerias existe muito a explorar: lojas de roupas, de artesanato, de suvenires, cachaçarias, cervejarias e chocolaterias…

No Shopping Center Celeiro, os esquilos têm um cantinho reservado. Foto: Mirian Ribeiro

B – Bancos: Monte Verde só tem uma agência do Bradesco. Então, previna-se. Cartões de débito e crédito são aceitos praticamente em todos os lugares, mas a recepção fraca de sinal pode atrapalhar em alguns momentos.

C – Clima: O verão, de dezembro a março, é a época mais chuvosa do ano, com precipitações médias acima de 200 mm. A temperatura dificilmente ultrapassa os 24ºC. Outono e inverno são as temporadas mais secas (o índice pluviométrico não chega a 95mm), garantindo dias bonitos de sol e ventos gelados. De abril a agosto, a temperatura vai dos 11ºC a 20ºC.

O termômetro situado na avenida registra as temperaturas “serranas” do lugarejo. Foto: Elíria Buso

No inverno é possível sentir calor sob o sol, porém, à noite o frio é certeza, com temperaturas que muitas vezes chegam a ser abaixo de 0ºC. Setembro é um mês chuvoso. A precipitação média é de 238 mm, enquanto os demais meses da primavera apresentam pancadas de chuva que não atrapalham os passeios. A temperatura sobe um pouco, indo de 15ºC a 23ºC.

D – Doces, compotas e chocolates: Dezenas de tentações artesanais são comercializadas em todo o distrito. Surgem em sabores como leite, amendoim, coco, laranja, tangerina, morango, amora… Já para os chocólatras, a vilazinha oferece as fábricas de chocolate, com direito a visita para conhecer os tipos que produzem. A Gressoney Chocolates e a Sabor Chocolate são dois points tradicionais da cidade, mas não são os únicos – lojas de chocolate se multiplicam por lá.

A prímula é uma espécie de alfajor com pão-de-mel. Foto: Demétrio César Xavier

Fundada em 1978, a Gressoney (www.facebook.com/gressoney.chocolates) é a mais antiga fábrica de chocolate de Monte Verde. Com uma produção artesanal, oferece em sua loja algumas delícias, como o marzipan, a sopa de morango e a prímula (uma mistura de alfajor com pão-de-mel), além de um chocolate quente dos deuses.

Na loja Sabor de Chocolate, as delícias são preparadas ao vivo e em cores. Foto: Fabíola Musarra

A loja de fábrica Sabor Chocolate (https://www.facebook.com/pages/Sabor-Chocolate-Fabrica-Monte-Verde-MG/696887570459598) foi aberta em 2011 e permite que os visitantes confiram como é feita a produção dos seus chocolates artesanais, provando delícias feitas na hora. Além dos irresistíveis doces e guloseimas, a loja comercializa licores, compotas e biscoitos. Sua cafeteria também oferece um imbatível chocolate quente.

E – Escola de Falcoaria: os voos de gavião, falcão e coruja são comandados pelo biólogo Riuvânio Rodrigues. É ele quem dá instruções àqueles que desejam segurar as aves de rapina na mão. A escola faz parte da Fazenda Radical.

Na escola, as aves de rapina sobrevoam e pousam na mão do visitante. Foto: Demétrio César Xavier

F –  Fazenda Radical: Oferece diversas atividades, desde o passeio de quadriciclo até uma tirolesa infantil, de 80 metros de extensão e a 10 metros de altura, passando pela escalada, arvorismo, arco e flecha e slackline. Já a Mega Tirolesa é integrada por duas tirolesas. Na ida são 450 metros e na volta mais 475 metros, totalizando 925 metros demuita emoção a mais de 70 metros de altura.

G – Geleias Edelweiss: É considerada como uma das melhores do País. A fábrica fica no distrito, mas não é aberta à visitação. Suas geleias têm 30% menos açúcar do que as demais existentes e contêm pedaços de frutas. A fábrica é comandada por Edmundo Garcia Agudo, espanhol naturalizado brasileiro, com PhD em Química Nuclear. Ele foi superintendente da Cetesb, professor do Mackenzie e da USP e trabalhou dez anos na ONU, na Agência Internacional de Energia Atômica, em Viena, Áustria.

Em Viena, ele se apaixonou pelas geleias. Voltou para o Brasil e, quando se aposentou, foi morar em um sítio, na zona rural. Ali construiu sua fábrica à beira do Rio Jaguari, onde pessoalmente prepara uma grande variedade de versões de geleias, incluindo as diets. Elas surgem em sabores como morango (sucesso de vendas), caju, maçã com canela, maçã com gengibre, physalis, damasco, framboesa, laranja, tangerina, maracujá e amoras…

As geleias são a paixão de Garcia Agudo, o proprietário da fábrica. Foto: Demétrio César Xavier

Há, ainda, dois tipos de geleia de pimenta vermelha (mais ou menos ardidas). Elas são perfeitas para acompanhar queijos e carnes. O site da empresa, o https://geleiasedelweiss.com.br, disponibiliza receitas imperdíveis. Isa, a esposa do proprietário, tem mestrado em Toxicologia Ambiental na USP, é aposentada e faz caixas artesanais de MDF. Elas também podem ser adquiridas na Galeria Suíça, Avenida Monte Verde, 936, loja 3, tel. (35) 3438-1513.

H – Haras: Para quem gosta de cavalgar, a vila oferece haras como o MV ((Rua das Chácaras, 582, tel. (35) 98439-1992) e o Umuarama (Avenida Monte Verde s/nº), onde crianças e adultos fazer gostosos passeios a cavalo. Para quem curte andar de charrete, a dica é Avenida Sol Nascente, logo após o Posto Riga, onde é possível alugar cavalos e charretes.

Nos haras locais é possível alugar um cavalo para explorar a região. Foto: Demétrio César Xavier

I – Influências europeias: A cidade é um mix de influências letãs, germânicas, suíças, italianas e húngaras. É possível testemunhar isso na arquitetura das casas e das construções, na gastronomia, nos costumes e na história da vilinha – foi fundada por um imigrante letônio.

As influências europeias são visíveis na arquitetura da cidade. Foto: Mirian Ribeiro

– Icebar Monte Verde: Nesta nova e curiosa atração do distrito é possível tomar um drinque num bar totalmente de gelo, incluindo mesas, cadeiras, lustres, esculturas e até mesmo os copos, a 15º negativos. As visitas duram no máximo 40 minutos, pois o frio é mesmo intenso. Na entrada, o visitante recebe trajes e luvas para enfrentar bem quentinho o clima congelante do pub. Tel. (35) 99110-9076.

É possível tomar um drinque no interior do bar de gelo. Mesmo com a temperatura de 15º negativos. Foto: Mirian Ribeiro

J – Jipe: São oferecidos diversos roteiros para quem deseja fazer passeios de jipe. Entre as opções que podem ser contratadas nas dezenas de “agências de turismo” que se revezam na avenida principal estão as visitas à Cachoeira dos Pretos, à paulista São Francisco Xavier, à cidade de Gonçalves (MG) e o city tour por Monte Verde.

Este último passa pelos principais pontos turísticos do vilarejo. Entre eles, o Restaurante Paulo das Trutas e os seus trutários, uma fábrica de chocolates, a Galeria de Arte Unger’s Pottery House (www.paulaunger.com.br) e o mirante do aeroporto, hoje desativado. Os momentos são registrados em fotos tiradas pelo guia, que, ao término do tour, oferece aos integrantes.

K – Km:  165 km separam São Paulo de Monte Verde. A viagem de duas horas e meia é pela Rodovia Fernão Dias (BR-381) e inclui dois pedágios. A saída 918 vai indicar o caminho para Camanducaia. Depois, é só seguir a sinalização rumo ao distrito, por mais 30 km. Já do Rio de Janeiro são 541 km de distância, em uma viagem de oito horas.

O esquilo, símbolo da vilinha, dá boas vindas aos visitantes logo no portal do distrito. Foto: Demétrio César Xavier

Depois de percorrer 495 km em direção a São Paulo pela Dutra (BR-116) até a entrada de Jacareí, deve-se entrar na Rodovia Pedro I (SP-065) e ir até a cidade de Atibaia, pegando a Fernão Dias (BR-381). Na sequência, é só dirigir até a saída 918 e chegar em Camanducaia, seguindo a sinalização até chegar ao distrito.

De Belo Horizonte a Monte Verde de carro são 483 km de distância. A viagem de seis horas e meia começa na Fernão Dias (BR-381) e segue por pouco mais de 440 km até Camanducaia. Já na cidade, basta acompanhar a sinalização que conduz a Monte Verde.

L – Licores, cervejas e cachaças: Monte Verde produz diversos licores, cervejas e cachaças artesanais. Para quem gosta das loirinhas, a dica é a Arsenal da Cerveja (tel. 35 3438-1697), na Galeria Suíça, onde estão disponíveis mais de 200 rótulos, entre cervejas nacionais e importadas. Na mesma galeria está Confraria Paulistana (tel.35 3438-1725), outro bom endereço para tomar uma cerveja e comer petiscos e pratos típicos alemães. Na Cervejaria Artesanal Fritz (https://fritzcervejariaartesanal.com.br/fritz-tour) é possível acompanhar todas as etapas de produção da bebida em uma visita guiada, com direito a degustação.

A Galeria Suíça é o lar de algumas cervejarias artesanais de Monte Verde. Foto: Mirian Ribeiro

E se o assunto é a “branquinha”, a Cachaçaria das Gerais oferece degustação e venda de sabores inusitados de cachaças e licores. O carro-chefe da casa é a Cachaça de Banana, mas há também as cachaças de melão, maracujá, gengibre e até de milho, de Danoninho e de quentão. Fica no Shopping Center Celeiro. Facebook: www.facebook.com/cachacariadasgeraismv.

M – Mirante do Aeroporto: Situado a 1.560 metros de altitude (é apontado como o mais alto do Brasil), oferece belíssima vista panorâmica da cidade, com as montanhas verdinhas ao fundo. Cenário perfeito para fotos. Rua do Aeroporto, 740.

O Mirante do Aeroporto. A placa anuncia que ele é o mais alto do País. Foto: Fabíola Musarra

N – Natal: A data religiosa é tão importante que tem até um festival. Ele acontece todos os sábados de dezembro, com apresentações temáticas e decoração natalina. Além do Festival de Natal, a cidadezinha promove o Festival de Inverno, que é realizado nos fins de semana de julho e combina atrações musicais, oficinas culturais e apresentações de rua. Em outubro é a vez do Festival Gastronômico, com delícias mineiras doces e salgadas.

O – Orquidário MV: Seu acervo conta com uma grande variedade de orquídeas, incluindo exemplares raros, além de 150 espécies carnívoras, diferentes tipos de bromélias, cactos, suculentas e plantas exóticas. Avenida Sol Nascente, 1.000, tels.: (11) 2748-2090, (11) 99988-3133 e (35) 3438-2718, site: https://orquidariomv.com.br.

As flores estão por toda Monte Verde. O orquidário preserva exemplares raros. Foto: Mirian Ribeiro

P – Parque Oshin: Em 45 mil metros quadrados espalham-se playground infantil (no momento está fechado devido à pandemia) e o Caminho das Hortências, um percurso que é brindado pelas lindas flores, araucárias e xaxins centenários. Ali também é possível conhecer o Lago da Nalu, a Cascata da Olívia, a Pedra do Bento e a Gruta do Ian.

O parque é o endereço perfeito para quem quer ficar zen. Foto: Cláudio Lacerda Oliva

Conta ainda com um espaço dedicado ao relaxamento, onde são oferecidas massagens, incluindo a feita com pedras quentes. As sessões têm de ser agendadas pelo tel. (35) 99753-4333.  No local também funciona um restaurante. Entre as curiosidades do menu, destaque para o café tropeiro, feito em uma fogueira sem coador de pó, com um intrigante método. Rua da Mantiqueira, 1.460. tel. (35) 99753-4333, site www.parqueoshin.com.br.

– Patinação no gelo: A pista de patinação é uma das maiores do Brasil, com 200 metros quadrados de gelo. O ringue comporta até 50 pessoas, disponibilizando patins que vão do número 24 ao 46. Fica aberta o ano todo. Avenida Monte Verde, 1.463, tel. (35) 3438-1440, Facebook: https://www.facebook.com/patinacaomonteverde.

A sede da Patinação no Gelo, onde crianças e adultos fazem a festa com os seus patins. Foto: AHPMV

Q –  Quedas d’água: São muitas nessa região. Só para citar algumas: a da Roda d’Água e o seu pequeno lago, a queda d’água da Pedreira e a queda d’água do Gato de Botas, com as suas cascatas. A pouco mais de 12 quilômetros do centro de Monte Verde, no sentido Camanducaia, à esquerda, está uma das mais famosas:  a Cachoeira dos Pretos, com 170 metros de queda.

– Queijos: É impossível falar das Gerais sem lembrar dos queijos. Nesse pedacinho de solo tupiniquim eles são comercializados nas lojas e supermercados. Os tipos mais comuns encontrados são o fresco, o da Canastra, o meia cura e os nozinhos de muçarela defumados ou não. Além dos queijos, as lojas e os laticínios também comercializam manteigas e requeijões de primeira qualidade.

R – Rafting: A aventura em que se embarca a bordo de um bote inflável para descer as corredeiras de um rio pode ser praticada no km 13 da Rodovia Deputado Agostinho Patrus, entre Monte Verde e Camanducaia, no Rio Jaquary, com entrada para o bairro do Quilombo. No trajeto movido a adrenalina, emocionantes corredeiras e cachoeiras. A melhor época para a sua prática é entre setembro e maio, quando o volume das águas do rio é maior devido às chuvas. O passeio pode ser contratado nas “agências turísticas” da Avenida Monte Verde.

Ao lado das trutas, as fondies são consideradas pratos típicos do vilarejo. Foto: iStock/MargouillatPhotos

– Restaurantes: Apenas na avenida principal são mais de 60 restaurantes. Portanto, a vilinha tem opções para todos os paladares, desde os especializados em gastronomia mineira, portuguesa e italiana até os que trabalham com a culinária alemã, húngara e letã. Ah!  Por falar em comida, os pratos à base de trutas e as fondues são considerados como as receitas típicas do distrito.

O Paulo das Trutas mantém trutários. São deles que saem alguns dos pratos servidos no restaurante. Foto: Fabíola Musarra

S – Strudel: O doce austro-húngaro, ou strudel como é mais conhecido no Brasil, é o ponto alto da Maçã Crocante, uma casa de tijolinhos aparentes que vende as tortas de massa folhada com recheios de maçã e de banana e até com recheio salgado, como a de frango. As fornadas saem quentinhas do forno de hora em hora.

Casa do Strudel, onde é possível saborear um dos melhores doce austro-húngaro em Minas Gerais. Foto: Mirian Ribeiro

Para acompanhar, café, chocolate quente, chás e sorvetes artesanais. Avenida Monte Verde, 1.095, em frente ao Bradesco. Tel. (35) 3438-2410. O apfelstrudel também é a especialidade da Strudel Haus, na Rua da Mantiqueira, 92, tel. (35) 3438-2327.

T – Táxi: Em Monte Verde, há um ponto de táxi bem no centro da cidade, na Rua da Mantiqueira, ao lado do Bradesco. Os carros não têm taxímetro. Por isso, o ideal é combinar  com o motorista os valores antes de começar a viagem.

– Trilhas: Não faltam em Monte Verde. A Pedra Redonda é uma delas.  Com 1.990 metros de altitude e distância de 1,8 km (ida e volta são percorridas em 1h30), abriga mirantes e tem cume plano. Seu nível de dificuldade é moderado, pois tem um trecho íngreme no final.

Pedra Partida: oferece uma vista de 360 graus, de onde é possível ver até a Pedra do Baú, no Estado de São Paulo. Está 2.046 metros altitude, tem nível de dificuldade intermediário e 1,6 km de extensão. Entre a ida e a volta, a caminhada demora três horas.

O mirante da Pedra Redonda. No momento, o acesso às trilhas está restrito e somente pode ser feito ao lado de um guia. Foto: TriAdvisor

Chapéu do Bispo: Com 2.030 metros de altitude, é a trilha mais fácil e curta de Monte Verde, tem apenas um trecho íngreme. Seu nível de dificuldade é fácil. A trilha tem 1,3 km, entre ida e volta, e percorrê-la demora 1h30.

Trilha do Platô: esse mirante é uma continuação do Chapéu do Bispo. Tem 1.900 metros de altitude. A caminhada demora duas horas (ida e volta) e tem nível de dificuldade fácil.

Pico do Selado: é o mais alto do sul de Minas Gerais. A caminhada é longa e puxada, e fica na sequência da Trilha do Platô. Com 2.082 metros de altitude e nível de dificuldade difícil, a trilha tem duração de cinco horas, entre ida e volta.

As trilhas são uma das principais vedetes do lugar. Foto: iStock/AdrianeFPSoares

Todas as trilhas saem do Parque Verner Grimberg, APA Fernão Dias – Área de Proteção Ambiental. No momento, as visitas estão limitadas e só podem ser feitas com guias.

U – UTV Polaris: Esse é o ”carro” para os apaixonados pela velocidade. Ao contrário do modelo usado normalmente nos trajetos de quadriciclos, o Honda Foutroux de 420 cilindradas, o UTV Polaris “voa” na pista, pois tem 900 cilindradas. A JC Passeios de Quadriciclos (@jcpasseios) oferece essa e outras aventuras movidas a adrenalina. Tels. (35) 98428-8832, (35) 98875-4078 e (35) 98841-5947.

V – Verner Grinberg: O imigrante da Letônia chegou no Brasil em 1913. Em 1921, foi morar na Colônia Varpa, próximo à cidade de Paraguaçu Paulista. Ele casou-se com Emília Leismeir e foi passar a lua de mel em Campos de Jordão (SP). O casal se encantou com a beleza da Serra da Mantiqueira e, em 1936, comprou uma fazenda em Campos do Jaguari.

Grinberg trouxe a família e, depois, os amigos. Juntos, fizeram prosperar o distrito de Camanducaia. Depois de ser um dos responsáveis pelo que atualmente Monte Verde é, Grinberg decidiu rebatizar o lugar. De Campos do Jaguari, o novo nome se tornou Monte Verde, que é a tradução de seu próprio sobrenome em alemão (Grin = verde + berg = monte).

W – Wine Not? Vinho, por que não? Vinho é sempre uma boa pedida, principalmente em um clima como o de Monte Verde, que une o romance ao frio e à beleza da serra. O Wine Not é o primeiro bar/restaurante de vinho da vilinha. Nele, é possível degustar rótulos de vinhos nacionais, estrangeiros e até mesmo vinhos mineiros. O bar é descolado e oferece a opção de taça ou a régua de vinhos, ideal para quem quer provar diversas taças da bebida de Baco.

Para os fãs do bom garfo, o restaurante reserva petiscos e pratos. Entre as opções, brie mineiro com redução de vinho, canapés de bacon caramelizado, filé mignon com risoto de grana mineiro, truta com risoto de limão siciliano e petit gateau de chocolate com sorvete de creme e calda de frutas vermelhas. A casa tem decoração moderna e clean e simpático atendimento. Avenida Monte Verde, 693, tels. (35) 3438-1660 e (35) 99233-6691.

X – Xiiiiiiiiiii! Quase me esqueci, mas ainda dá tempo de falar sobre os hotéis e as pousadas da vilinha. Em Monte Verde não faltam opções de hospedagem, desde as mais intimistas e românticas às mais direcionadas às famílias, passando pelas luxuosas e pelos hotéis-fazenda. Aqui, vão duas dicas de propostas diferenciadas: a Pousada Jardim da Mantiqueira (www.pousadajardimdamantiqueira.com.br) e a Villa Coração Guest House (http://villacoracao.com.br).

Não faltam opções de hospedagem no distrito, inclusive este chalé instalado dentro de um avião. Foto: Fabíola Musarra

A primeira tem boa localização: está situada a poucos metros da efervescente avenida principal. Suas acomodações têm decoração caprichada, com lareira, banheira de hidromassagem dupla, varanda e janelas que possibilitam admirar a vegetação, as montanhas e os picos da região. O café da manhã é farto e variado e o seu atendimento, atencioso.

A Pousada Jardim da Mantiqueira é feita sob medida  para quem busca refúgio em meio à natureza. Foto: Divulgação

Já a segunda pertencia à falecida proprietária da butique de luxo Daslu, a socialite e empresária Eliana Tranchesi. Hoje, seguindo o conceito guest house, a casa (leia-se mansão) oferece quartos com capacidade para duas, quatro e até seis pessoas. Está inserida dentro da Mantiqueira. Portanto, está mais distante do centro e é perfeita para quem quer curtir um dolce far niente respirando o ar puro das montanhas, abraçado pelas surreais belezas criadas pela natureza.

A Villa Coração Guest House está inserida dentro da Serra da Mantiqueira. É abraçada por bosques e araucárias. Foto: Divulgação

Com decoração integrada por objetos de arte e móveis coloniais, abriga uma graciosa capela, que já foi (e ainda é) palco de casamentos e cerimônias religiosas. Seu café da manhã é muito mais que generoso e o casal Claudinei e esposa que comanda a casa é extremamente carinhoso.

Y – Yoga: Muitos profissionais dão aulas de yoga em áreas naturais da Mantiqueira, assim como também alguns SPAs de hotéis e pousadas do distrito disponibilizam a terapia. O link www.cronoshare.com.br/servicos/aulas-yoga/minas-gerais/monte-verde, por exemplo, indica profissionais. Basta acessar a página, descrever os objetivos e o número de aulas pretendido, entre outras informações, e pedir o orçamento.

Também a agência de viagens Yoga Eco-Culturismo (www.facebook.com/yogaecoculturismo) faz lives ensinando yoga. Em conjunto com a NathachiAventureira (www.facebook.com/natachiaventureira), a agência organiza ainda tours que mesclam trilhas à prática da atividade. As aulas que ensinam a respirar de forma conectada, aumentando a energia vital em contato com a natureza, tem datas programadas e vagas limitadas. Informações e reservas podem ser feitas pelo e-mail yogaetrilha@gmail.com.

Z – Zona rural: no entorno do distrito estão espalhadas muitas fazendas (a Radical, a Bom Jardim e o Azeite Pica-Pau, por exemplo) e propriedades históricas, como a centenária Fazenda Esperança (http://fazendaesperancamg.com.br), que preserva construções originais e possui restaurante onde são servidos pratos da região.

A Fazenda Esperança, um hotel-fazenda onde visitantes podem almoçar e conhecer a fauna e a flora nativas. Foto: Divulgação

Localizada no bairro Jaguary de Cima, nas proximidades de Monte Verde, é cercada pela mata virgem e exibe cachoeiras e corredeiras. Siriemas, lobos-guará, tamanduás-bandeira, veados-campeiro, patos mergulhão, pássaros e tucanos são alguns dos “habitantes” da fauna nativa que visitam a antiga propriedade.

 

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